[RESENHA LITERAL] Julieta - Anne Fortier


Editora: Arqueiro
Autor: Anne Fortier
Nº de Páginas:  445
Sinopse: Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice, nasceram em Siena, na Itália, mas desde os 3 anos foram criadas nos Estados Unidos por sua tia-avó Rose, que as adotou depois de seus pais sofrerem um trágico acidente.
Passados mais de 20 anos, algo revira completamente a vida de Julie. Para ela resta apenas uma carta e uma revelação surpreendente: seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei. Este fato a faz buscar mais; mesmo acreditando que sua procura será infrutífera, Julie parte para Siena.
Tudo o que sua mãe deixara foram papéis velhos – um caderno com diversos esboços de uma única escultura, uma antiga edição de Romeu e Julieta e o velho diário de um famoso pintor italiano, Maestro Ambrogio. Mas logo ela descobre que a caça ao tesouro está apenas começando.

     
 "Já amei antes? Não, tenho certeza; Pois nunca havia eu visto tal beleza."

 Admito que no começo do livro, eu esperei bem pouco do enredo. Mas, para quem gosta de viajar em um livro; este é altamente recomendado. Escrito sobre lugares reais, pinturas reais e pessoas que algum dia já existiram, Julieta é uma obra totalmente recomendada e indispensável para os fãs de Romeu e Julieta. Minha mãe comprou para ela, na verdade, pelo fato do nome do livro ser o mesmo que da minha bisavó. No que ela não lia, eu acabei pegando o livro para apreciar sozinha.  


Este fora um livro que eu comecei a ler sem interesse, e terminei-o em lágrimas.

Começando, principalmente, quero deixar registrado que; este é um dos meus livros favoritos. Ele é um livro intempestivo, no qual você não pode esperar nada. Comecei a crer nisto depois que estava avançada em alguns capítulos. A escrita, que no começo se mostra um confuso início, vai se conectando em pontos para poder fazer você entender o real sentido da história. O meio de tudo aquilo; a razão, a fonte e os motivos que o levaram.

Julieta é toda uma história de dois pontos. Sim, dois pontos. Um, onde a autora narra por meio dos pensamentos e sentimentos de Julie Jacobs, a nossa principessa envolvida em toda a trama. A outra, é sintonizada em 1340 e um pouco adiante, onde podemos ver Giulietta Tolomei e seu grande caso de amor, Romeo Marescotti. O jeito com que se alterna a forma de escrita e sintonização de tempo é o que mais me agradou em toda a leitura.


– Está ouvindo?  
Ouvindo o quê? – Indaguei.
 Os anjos. Se você ficar bem quietinha, poderá escutá-los rindo.  



Ele é um livro pelo qual nos apaixonamos pela protagonista completamente, e ao mesmo tempo ficamos desconfiados e curiosos. Os fatos se ligam, mas a curiosidade se mantém desperta até o final. Alessandro Santini é um dos mistérios dessa obra literária, no qual você vai querer descobrir como se ele fosse um quebra cabeça... assim, também, eu definiria toda a história. Julie é uma das personagens que entraram na minha lista de preferidas; seguida por Meri, ou America, do A seleção. Também descobrimos um outro lado de Romeo e Giulietta, um lado que faz desmentir tudo que você pode ter aprendido com outras versões, talvez. O Romeo se faz presente, e por ele valia a pena se sacrificar e sofrer. As reviravoltas contidas são inexplicáveis, assim como a química de todos os personagens; podemos dizer que amamos até um simples garçom que servira vinho a protagonista.


Por um lado, queremos saber o que se passa na cabeça dos outros personagens; pelo fato de só sabermos sobre Julie, ficamos com o tão conhecido gostinho-de-quero-mais, então, aí vem Giulietta. Sentimos a ligação que as histórias têm, e vemos a mudança drástica daquele tempo novo para o antigo, ou até mesmo as semelhanças. Contidas em palavras em italiano, é melhor lê-lo com um celular a mão, para ver todos os lugares reais que são apresentados. De até fontes á contradas de animais representantes, revemos nossos conceitos e vamos explorando os antepassados da protagonista.
Em um tudo, a viagem para Siena e os descobrimentos se desenrolando como um origami, tornam a história um enredo completo e bem bolado; perfeito também para os amantes de clichês, e até mesmo de não-clichês, já que com certeza eu não enquadraria este em um comum. Tudo é apaixonante, e o diário do maestro é uma obra de arte, assim como o livro em si. 


Então, como viver esse amor tão sofrido?





2 comentários:

  1. Comentado dessa forma parece "O livro!" dá ate uma vontade de ler!!!!!

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